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Antonio GRAMSCI. Cadernos do cárcere. V. 5: O'Risorgimento : Notas sobre a história da Itália. Río de Janeiro, Civilizaçáo Brasileira, 2002. 448p.
Para expressar, numa fórmula lapidar, a espécie de pontificado exercido por Benedetto Croce na historiografia italiana da primeira metade do sé culo 20, o historiador Ruggiero Romano, num livro pequeno, mas precioso, La Storiografia italiana oggi, de 1978, afirma: "Por que não podemos não ser crocianos" (parafraseando una ensaio do próprio Croce, "Por que não podemos não ser cristáos"). Ora, tendo em vista a hegemonía, para usar una conceito caro a Gramsci, que este passou a exercer na historiografia italiana a partir da segunda metade do mesmo século, impóe-se a afirmação "por que não podemos não ser gramscianos" (acrescente-se que as duas paráfrases se aplicam, em menor gran, evidentemente, também á historiografía não-italiana.
Já em 1956, menos de dez anos depois do inicio da publicação dos Cadernos do cárcere, em 1948 (os que tratam do Risorgimento vieram á luz em 1949), o historiador Giorgio Candeloro escrevia, no prefácio á sua Storia dell'Italia moderna, que, …